quarta-feira, 3 de junho de 2015




O barulho dos meus pés descalços no piso da sala , quase não eram audíveis ,minha suavidade em andar que acompanhava a calma dos meus pensamentos permitia isso. Indo de um lado a outro enrolada na toalha ,a quase 20 min de embromação para tomar um banho , eu ficava sorrindo imaginando mil coisas, passava pelo tapete , pulava a mancha no lado esquerdo do piso ao lado da mesa do jantar ,sorria , parava , dava meia volta ,passava pelo mesmo lugar parava no tapete ,sorrindo ,pensando. Minha mente estava longe mas concentrada no mar de imaginações que estava imerso. Decidi deixar a ansiedade de lado e relaxar em um banho quente ,entrei no banheiro deixando que a toalha caísse sobre meu corpo ,sorrindo no mesmo compasse de tempo ,como que em um ensaio fotográfico , dando impressão da presença de mais alguém ali. Liguei o chuveiro e deixei que o vapor da água quente tomasse o banheiro . Olhei para o vidro do box e minhas mãos se sentiram instigadas a desenhar . Entrei na área do banho ,sentindo a água quente primeiro nos meus pés , me divertindo com a situação, sorria de forma incansável . Deixei que meus dedos fossem logo dar início ao trabalho levando eles aquele vidro que coberto pelo vapor ,quase implorava por arte . Comecei desenhando estrelas ,dezenas delas , em seguida desenhei um horizonte com um sol ao fundo , desenhei a profissão que terei no futuro e vários sinônimos para ela , escrevi metonímias ,muitas delas , escrevi notas que pretendo tirar seguidas de dois pontos e um parênteses , que formava um sorriso , escrevi aquilo que desejo para o mundo ,que é paz e amor também ,muito amor . Me deleitando com essa última palavra sorri e escrevi o nome da minha paixão ,seguida de um coração e do meu nome , apenas um coração pois o amor merece unidade para ter mais intensidade ,escrevi o nome da cidade da Luz que me remeteu a lua de mel , escrevi a palavra doce e logo abaixo a frase "nada de amargo" , ri . Desenhei lindas ondas e escrevi a palavra "mar" , aquilo pra mim bastou sentir quase um gosto de água salgada na boca . Desenhei símbolos musicais e cantarolei a trilha sonora de Capitu ,parei por aí .

Dei dois passos pra trás , deixando que a água caísse sobre a minha cabeça , observei minha arte sorrindo e pensando que ali naquele momento eu não mais falaria de poesia , eu deixaria que ela falasse sobre mim , pois havia descoberto que felicidade .. Era apenas uma questão de ser. Sorri.

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